Conheça a vida e obra de Miró da Muribeca, um dos mais importantes poetas urbanos brasileiros. Acesse poemas, vídeos, áudios e toda a trajetória do poeta pernambucano.
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Quem é Miró?

Miró da Muribeca, nome artístico de João Flávio Cordeiro da Silva, nasceu em Recife e iniciou sua carreira poética em 1984. Desde seu primeiro livro “Quem descobriu o azul anil”, Miró publicou mais de 15 obras de forma independente.

Figura singular na cena literária recifense, Miró circulava pelos mais diversos espaços vendendo seus livros e recitando seus poemas, sem filiar-se a nenhum coletivo específico. Sua performance corporal única e seu lirismo do cotidiano o consagraram como um verdadeiro cronista urbano.

Ao longo de sua carreira, levou sua poesia para saraus, festivais e feiras literárias por todo o Brasil. Foi homenageado na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (2015), no “A Letra e a Voz – Festa Literária do Recife” (2018) e na Balada Literária de São Paulo (2019).

Sua obra reunida até 2012, publicada pela Companhia Editora de Pernambuco, já ultrapassou 7.000 exemplares vendidos entre edições e reimpressões, um marco para a poesia brasileira contemporânea. Em breve, a editora lançará um livro com sua poesia completa, incluindo poemas nunca antes publicados.

O reconhecimento de sua obra transcendeu fronteiras, com textos traduzidos para o espanhol e o francês. O Museu da Língua Portuguesa incorporou seus poemas e depoimentos ao acervo permanente, consolidando sua importância para a literatura nacional. 

Linha do tempo

1960

Nasce no Recife e mora com sua mãe em bairros da periferia. Mudam-se para a Quadra José Revoredo, em Santo Amaro

1971-1977

Nas peladas do bairro, recebe o apelido de Mirobaldo, por conta de um atacante do Santa Cruz (foto) com quem parecia.

1978-1982

Em Santo Amaro, conhece Maurício Silva, que lhe apresenta à poesia e publica seu primeiro poema.

1982-1984

Trabalha na Sudene e conhece Wilson Araújo e Maria do Carmo Barreto Campello. Vai morar na Muribeca.

1984-1985

Lança "Quem descobriu o azul anil?" no Recife e em Petrolina. Conhece Manuka Almeida

1986

Vive em Petrolina e conhece Milton Aguiar, com quem viaja para a Bienal de São Paulo

1987-1988

Viaja com Diane Jacobson pelo Brasil. Lança "São Paulo é fogo" no Recife e em São Paulo.

1988-1989

Mora em Visconde de Mauá com Milton Aguiar e vive uma fase mais reflexiva

1990

Circula intensamente pela cena alternativa, participa de saraus e projetos independentes.

1995-1996

Lança "Ilusão de ética". Tem rápida passagem por São Paulo. Conhece Cida Pedrosa.

1997-1998

Mora em Fortaleza com a namorada Mércia. Conhece André Gonçalves e Vanessa Santos.

1999

Lança "Quebra a direita, segue a esquerda e vai em frente". Volta a viver na Muribeca com a mãe.

2000-2001

Nova passagem por São Paulo. Conhece Edson Lima e lança "São Paulo te amo mesmo andando de ônibus"

2003-2004

Volta a morar em Fortaleza e trabalha numa agência de publicidade, seu segundo e último emprego formal.

2005-2007

Torna-se objeto de estudos acadêmicos e de curtas metragens, entre eles, "Preto, pobre, periférico e poeta".

2008-2010

Conhece Marco Pezão e a periferia de São Paulo, onde se torna referência poética. Lança "Quase crônico".

2011-2012

Sua obra é adaptada para o teatro pelo Grupo Clariô. Sua mãe, dona Joaquina, morre em São Bento do Una.

2013

"Miró até agora", organizado por Sennor Ramos, reúne toda sua produção até então

2014

Os problemas com o álcool se aprofundam. Miró é o único morador de seu prédio na Muribeca.

2015

Tem sua primeira internação por conta do álcool. É autor homenageado da Bienal de Pernambuco.

2016

Sua obra é adaptada na HQ "Tô Miró". Interna-se pela primeira vez no Raid para tratar a dependência.

2017

Lança "livros-envelope" e mora no bairro da Boa Vista, em que começa intervenções com lambes.

2018

Mora no Hotel Central, lugar que inspirará seu último livro, "O céu é no sexto andar", editado por Sennor Ramos.

2019

É homenageado pelo amigo Marcelino Freire na Balada Literária. Perde o amigo Pezão.

2020

É diagnosticado com câncer de próstata. Um grupo de apoio é formado para ampará-lo na pandemia.

2022

Falece no Hotel Central. Seu funeral é lembrado como um dos maiores de escritores no Recife.

2023-2025

Sua estátua é inaugurada no Bairro do Recife. Suas cinzas são dispersadas no Rio Capibaribe.

Uma obra sempre viva

Miró publicou mais de 15 livros, a maioria de forma independente ou com apoio de amigos. Nesta seção, conheça sua bibliografia completa.

Miró
aos vivos

Experimente a energia única de Miró recitando seus próprios poemas. Uma experiência que transcende a página escrita.

Depoimentos

Miró é a poesia defendida no corpo, a poesia comprometida. É todo o significado de ser poeta, de abraçar este ofício, de viver deste ofício. Miró é a própria poesia.
Marcelino Freire
escritor
Miró consegue dar voz a cada canto da cidade. É um poeta necessário para a poesia brasileira. Ele tanto é para dentro, com uma poesia intimista, como também é para fora.
Cida Pedrosa
poeta
Miró foi a reencarnação da poesia preta e periférica de Solano Trindade. "Tem gente com fome, tem gente com fome..." Ainda os ouvimos recitar pelas ruas das grandes metrópoles.
Wilson Freire
escritor e cineasta
Miró, Silvícola, Miloslav Mečíř, Aborígene, Mirobaldo... eram todos nomes que eu usava para o querido Miró variando de acordo com o momento, o humor e/ou principalmente de acordo com o que ele aprontava, a patacoada, improviso, exotismo ou soluções singularíssimas para situações triviais.
Ricardo Reis
ex-bancário e amigo
Miró o Poeta Alegrista era um palhaço sensacional com seu humor tamanho original dava um banho tinha todo o nosso aval jogando batendo redondo! um bolão como tal nessa nossa luta labuta do bem contra o mal poetizando tudo com muito tempero e sal.
Milton Aguiar
poeta, palhaço e amigo

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