Apesar dos efeitos colaterais, o amor é o melhor remédio.

BIOGRAFIA

Quem é Miró?

Miró da Muribeca, nome artístico de João Flávio Cordeiro da Silva, nasceu em Recife e iniciou sua carreira poética em 1984. Desde seu primeiro livro “Quem descobriu o azul anil”, Miró publicou mais de 15 obras de forma independente.

Figura singular na cena literária recifense, Miró circulava pelos mais diversos espaços vendendo seus livros e recitando seus poemas, sem filiar-se a nenhum coletivo específico. Sua performance corporal única e seu lirismo do cotidiano o consagraram como um verdadeiro cronista urbano

Linha do tempo

1960

Nasce no Recife e mora com sua mãe em bairros da periferia. Mudam-se para a Quadra José Revoredo, em Santo Amaro

1971-1977

Nas peladas do bairro, recebe o apelido de Mirobaldo, por conta de um atacante do Santa Cruz (foto) com quem parecia.

1978-1982

Em Santo Amaro, conhece Maurício Silva, que lhe apresenta à poesia e publica seu primeiro poema.

1982-1984

Trabalha na Sudene e conhece Wilson Araújo e Maria do Carmo Barreto Campello. Vai morar na Muribeca.

1984-1985

Lança "Quem descobriu o azul anil?" no Recife e em Petrolina. Conhece Manuka Almeida

1986

Vive em Petrolina e conhece Milton Aguiar, com quem viaja para a Bienal de São Paulo

1987-1988

Viaja com Diane Jacobson pelo Brasil. Lança "São Paulo é fogo" no Recife e em São Paulo.

1988-1989

Mora em Visconde de Mauá com Milton Aguiar e vive uma fase mais reflexiva

1990

Circula intensamente pela cena alternativa, participa de saraus e projetos independentes.

1995-1996

Lança "Ilusão de ética". Tem rápida passagem por São Paulo. Conhece Cida Pedrosa.

1997-1998

Mora em Fortaleza com a namorada Mércia. Conhece André Gonçalves e Vanessa Santos.

1999

Lança "Quebra a direita, segue a esquerda e vai em frente". Volta a viver na Muribeca com a mãe.

2000-2001

Nova passagem por São Paulo. Conhece Edson Lima e lança "São Paulo te amo mesmo andando de ônibus"

2003-2004

Volta a morar em Fortaleza e trabalha numa agência de publicidade, seu segundo e último emprego formal.

2005-2007

Torna-se objeto de estudos acadêmicos e de curtas metragens, entre eles, "Preto, pobre, periférico e poeta".

2008-2010

Conhece Marco Pezão e a periferia de São Paulo, onde se torna referência poética. Lança "Quase crônico".

2011-2012

Sua obra é adaptada para o teatro pelo Grupo Clariô. Sua mãe, dona Joaquina, morre em São Bento do Una.

2013

"Miró até agora", organizado por Sennor Ramos, reúne toda sua produção até então

2014

Os problemas com o álcool se aprofundam. Miró é o único morador de seu prédio na Muribeca.

2015

Tem sua primeira internação por conta do álcool. É autor homenageado da Bienal de Pernambuco.

2016

Sua obra é adaptada na HQ "Tô Miró". Interna-se pela primeira vez no Raid para tratar a dependência.

2017

Lança "livros-envelope" e mora no bairro da Boa Vista, em que começa intervenções com lambes.

2018

Mora no Hotel Central, lugar que inspirará seu último livro, "O céu é no sexto andar", editado por Sennor Ramos.

2018

Mora no Hotel Central, lugar que inspirará seu último livro, "O céu é no sexto andar", editado por Sennor Ramos.

2019

É homenageado pelo amigo Marcelino Freire na Balada Literária. Perde o amigo Pezão.

2020

É diagnosticado com câncer de próstata. Um grupo de apoio é formado para ampará-lo na pandemia.

2022

Falece no Hotel Central. Seu funeral é lembrado como um dos maiores de escritores no Recife.

2023-2025

Sua estátua é inaugurada no Bairro do Recife. Suas cinzas são dispersadas no Rio Capibaribe.

OBRA

Miró sempre vivo

Miró publicou mais de 15 livros, a maioria de forma independente ou com apoio de amigos. Nesta seção, conheça sua bibliografia completa, assista a vídeos e confira imagens raras do poeta.

Bibliografia

ANO

TÍTULO

EDITORA/LOCAL

1984

Quem descobriu o azul anil

Edição do autor, Recife

1988

São Paulo é fogo

Pé de Crer, Recife

1995

Ilusão de ética

Edição do autor, Recife 

1995

Poemas de lascar

Edição do autor, Recife 

1998

Ilusão de ética (2ª edição)

Livros e Letras, Fortaleza 

1999

Quebra a direita, segue a esquerda e vai em frente

Edição do autor, Fortaleza 

2000

São Paulo eu te amo, mesmo andando de ônibus

Sampalavras, São Paulo 

2002

Poemas pra sentir tesão ou não

Mão de Veludo, Olinda

2004

Pra não dizer que não falei de flúor

Edição do autor, Fortaleza

2006

Onde estará Norma?

Edição do autor, Recife

2007

Tu tás aonde?

Edição do autor, Recife

2009

Só falta um

Livrinho de Papel Finíssimo, Recife

2010

Quase crônico

Edição do autor, Recife

2012

dizCrição

Andararte, Recife

2013

Miró até agora

Interpoética, Recife

2015

aDeus

Mariposa Cartonera, Recife

2016

Miró até agora (2ª edição)

Cepe Editora, Recife

2016

O penúltimo olhar sobre as coisas

Mariposa Cartonera, Recife

2016

Amanhã não existe ainda (envelope); 

Edição do autor, Recife

2016

As esquinas parecem não perdoar o peso de tantos bêbados. (envelope)

Edição do autor, Recife

2017

20 para pensar um pouco. (envelope).

Edição do autor, Recife

2017

Meu filho só escreve besteira (envelope)

Edição do autor, Recife

2018 (2021)

O céu é no sexto andar

Claranan, Recife

2019

Atchim!

Cepe Editora, Recife

2022

O carro do ovo (póstumo)

Ganesha Cartonera, Rio de Janeiro

Vídeos

LEGADO

Viva
Miró

Miró deixou, para além da obra, uma enorme cadeia de afetos, que construiu ao longo da vida. Neste seção, confira depoimentos de amigos e ouça trechos de entrevistas de Miró para a biografia Estou quase pronto.

Depoimentos

Miró é a poesia defendida no corpo, a poesia comprometida. É todo o significado de ser poeta, de abraçar este ofício, de viver deste ofício. Miró é a própria poesia.
Marcelino Freire
escritor
Miró consegue dar voz a cada canto da cidade. É um poeta necessário para a poesia brasileira. Ele tanto é para dentro, com uma poesia intimista, como também é para fora.
Cida Pedrosa
poeta
Miró foi a reencarnação da poesia preta e periférica de Solano Trindade. "Tem gente com fome, tem gente com fome..." Ainda os ouvimos recitar pelas ruas das grandes metrópoles.
Wilson Freire
escritor e cineasta
Miró, Silvícola, Miloslav Mečíř, Aborígene, Mirobaldo... eram todos nomes que eu usava para o querido Miró variando de acordo com o momento, o humor e/ou principalmente de acordo com o que ele aprontava, a patacoada, improviso, exotismo ou soluções singularíssimas para situações triviais.
Ricardo Reis
ex-bancário e amigo
Miró o Poeta Alegrista era um palhaço sensacional com seu humor tamanho original dava um banho tinha todo o nosso aval jogando batendo redondo! um bolão como tal nessa nossa luta labuta do bem contra o mal poetizando tudo com muito tempero e sal.
Milton Aguiar
poeta, palhaço e amigo

Memória

BIOGRAFIA

Estou quase pronto

Biografia de Miró da Muribeca, escrita pelo escritor e curador da obra do poeta, Wellington de Melo. Da infância na Vila Revoredo às andanças pelo Brasil, da luta contra o álcool às escolhas que fez para tornar-se um dos poetas mais populares do país.

Novidades

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